Justiça condena Copasa após acidente no sul de MG e alerta vale para Extrema

12 de janeiro 2026

Uma decisão da Justiça de Minas Gerais envolvendo a Copasa em Guaxupé,reacendeu o debate sobre os impactos das obras e manutenções da companhia também em Extrema. Apesar da distância de 296 KM entre as duas cidades, o problema é o mesmo enfrentado diariamente pelos extremenses: tubulações, ruas abertas, buracos e riscos para pedestres.

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação da Copasa ao pagamento de quase R$ 30 mil em indenização a um açougueiro que sofreu um acidente após o rompimento de uma tubulação em uma calçada, em agosto de 2023, em Guaxupé.

Segundo o processo, o homem caminhava para o trabalho quando foi surpreendido pelo rompimento da tubulação. Com a forte pressão da água, ele caiu e fraturou o punho direito, precisando passar por cirurgia, ficar afastado do trabalho e realizar cerca de 20 sessões de fisioterapia.

A Justiça determinou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais e R$ 14.768,40 por danos materiais, valores confirmados em segunda instância. A Copasa tentou recorrer, alegando que a culpa seria exclusiva da vítima, mas os desembargadores rejeitaram o argumento.

Em Extrema, moradores convivem com ruas abertas por longos períodos, asfalto mal recomposto, além de interrupções frequentes no abastecimento de água, situações que geram transtornos e preocupações constantes com a segurança de pedestres e motoristas.

Embora o caso julgado tenha ocorrido em Guaxupé, ele serve como alerta importante para a população de Extrema, mostrando que falhas na manutenção da rede de água podem gerar riscos reais e que a concessionária pode ser responsabilizada judicialmente quando há prejuízos à população.

Procurada, a Copasa informou que não comenta processos judiciais em andamento.