Um caso que revoltou profissionais da saúde e moradores da região foi registrado na noite de sexta-feira (13) em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Um motorista teria impedido propositalmente a passagem de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu), que transportava um paciente em estado grave com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A situação aconteceu por volta das 21h30 na Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira. De acordo com relatos da equipe de socorristas, o condutor de um veículo Gol ignorou os sinais sonoros e luminosos da ambulância, dificultando a passagem do veículo de emergência.
Imagens gravadas pelos próprios profissionais do Samu mostram que, além de não dar passagem, o motorista teria realizado manobras para “fechar” a ambulância sempre que a equipe tentava realizar a ultrapassagem. Em determinado momento, o condutor ainda colocou o braço para fora da janela e fez um gesto obsceno em direção aos socorristas.
A ambulância realizava o transporte de um paciente que apresentava sintomas de AVC e precisava chegar com urgência ao hospital para atendimento especializado. Casos como esse exigem rapidez no deslocamento, já que o tempo é um fator determinante para reduzir riscos de sequelas ou até mesmo de morte.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, bloquear ou dificultar a passagem de veículos de emergência — como ambulâncias, viaturas policiais e caminhões do Corpo de Bombeiros — quando estão com sirenes e luzes acionadas é considerado uma infração gravíssima. A penalidade prevista é multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Além da punição administrativa, especialistas alertam que a conduta pode ser enquadrada como crime caso o atraso no atendimento resulte em agravamento do estado de saúde ou danos diretos ao paciente.
O vídeo do ocorrido circulou nas redes sociais e gerou grande repercussão, com diversas manifestações de indignação diante da atitude do motorista, que colocou em risco o atendimento de uma pessoa em situação crítica.
As autoridades podem utilizar as imagens para identificar o condutor e tomar as providências cabíveis.