Empregos caem na região, mas Extrema segue em alta

3 de fevereiro 2026

O mercado de trabalho no Sul de Minas começou 2025 em ritmo mais lento. Cidades que se destacaram na geração de empregos no ano passado agora enfrentam redução nas contratações e, em alguns casos, fechamento de vagas formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Municípios que lideraram o saldo positivo em 2024 mudaram de cenário neste ano. Poços de Caldas é o exemplo mais expressivo: depois de criar mais de mil postos no ano passado, a cidade passou a registrar quase mil desligamentos a mais do que admissões, tornando-se o pior saldo da região.

Outras cidades importantes também apresentaram retração. Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Três Corações, que haviam fechado 2024 com números positivos, passaram a contabilizar perdas no número de empregos com carteira assinada.

Mesmo com a desaceleração, Extrema continua como uma das principais forças na geração de empregos do Sul de Minas. O município aparece na segunda colocação em 2025, com 1.692 novas vagas formais criadas.

O número ainda é expressivo, mas representa uma redução significativa quando comparado a 2024, ano em que a cidade liderou o ranking regional com mais de 4.700 contratações líquidas.

O resultado indica que, embora o polo industrial e logístico de Extrema continue aquecido, o volume de admissões já não cresce no mesmo ritmo de antes.

Quem passou a ocupar o primeiro lugar na região foi Pouso Alegre, com mais de 2.500 novos empregos neste ano. Mesmo assim, o município também registrou queda em relação ao desempenho anterior.

Cidades como Varginha, Lavras, Passos e Machado continuam com saldo positivo, mas todas com números menores do que em 2024.

Por outro lado, municípios que não figuravam entre os destaques anteriormente, como Paraisópolis, Alfenas, São Sebastião do Paraíso e Boa Esperança, ganharam espaço no ranking das contratações.

Especialistas apontam que o comportamento do mercado pode estar ligado a fatores como ajustes na indústria, menor ritmo de investimentos, variações no comércio e nos serviços, além do cenário econômico nacional.

O Caged considera apenas empregos com carteira assinada e é um dos principais termômetros do trabalho formal no país.

Para cidades como Extrema, que dependem fortemente do setor industrial e logístico, o momento reforça a importância de manter políticas de atração de empresas e geração de oportunidades para sustentar o crescimento.