‘Cinquenta tons de liberdade’ é o filme mais brega da franquia

8 de fevereiro 2018

odos os cinquenta tons da saga escrita por E.L. James juravam que, um dia, Anastasia Steele (Dakota Johnson) deixaria de ser trouxa e assumiria algum controle na relação com o excêntrico Christian Grey (Jamie Dornan) .É mais ou menos disso que trata “Cinquenta tons de liberdade”, (supostamente) último filme da contestável franquia baseada nos livros que venderam mais de 100 milhões de cópias no mundo todo. A estreia é nesta quinta-feira (8).O desfecho da mocinha, que agora atende por senhora Grey, rende algumas das cenas mais bregas de toda a série. Acredite: foi possível superar os capítulos anteriores. E acredite de novo: isso pode ser bom.

Apaixonados, lindos e ricos, Anastasia e Christian não têm muito mais o que fazer depois do casamento, além de viagens de jatinho no meio do expediente e, é claro, sexo.Os momentos quentes estão mais reveladores e engraçados, com direito a transa no carro depois de perseguição arriscada e sorvete escorrendo pelo corpo do rapaz (que, aliás, ganha mais ênfase). Ana fica quase sempre por cima dessa vez.Atolados de vez na cafonice, Johnson e Dornan parecem mais leves e (pasmem!) até simulam uma química. James Foley (“Caminhos violentos”), que retorna à direção após o péssimo “Cinquenta tons mais escuros”(2017), abandona o tom carrancudo dos filmes anteriores e consegue fazer a nova sequência rir de si mesma, em alguns momentos.Não que o filme seja bom – bem longe disso. Mas, com uma história de amor absurda que emociona menos que comercial de supermercado, dá para pelo menos se divertir com algumas cenas propositalmente ridículas. As outras duas produções só davam sono mesmo.

Mas quem dera tudo fosse sexo brincalhão no novo “Cinquenta tons”. Há também uma trama de ação e mistério que se arrasta para um final decepcionante.Jack Hyde (Eric Johnson), editor de livros e ex-chefe de Ana, de repente virou um psicopata e ressurgiu para atrapalhar o clima de “felizes para sempre” do casal. Mas suas motivações são tão ruins quanto sua habilidade para o crime. Um fracasso de vilão.O que chega a ameaçar mesmo a estabilidade dos pombinhos é um fator, digamos, mais humano (sem spoilers por aqui). O conflito rende uma das melhores cenas da franquia, em que os dois têm uma rara discussão coerente enquanto Ana se veste para o trabalho. Quase parecem um casal da vida real.Mesmo discretamente melhor que seus antecessores, “Cinquenta tons de liberdade” não chega a cumprir a promessa do cartaz, de dar um clímax à história (ele existiu?), muito menos redime a malsucedida franquia. É um final para deixar fãs satisfeitos, e nada além disso.Para o resto do mundo (incluindo, provavelmente, a equipe envolvida), fica o alívio… até anunciarem algum spin-off.

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